21/07/2014

Resenha: Uma Carta de Amor

Título: Uma Carta de Amor.
Autor(a): Nicholas Sparks.
Páginas: 288.
Editora: Arqueiro.
Onde Comprar: Livraria Cultura e Saraiva.
Classificação: ★★★

“Seus sentimentos dizem muito sobre você (...) Você é o tipo de pessoa que ama para sempre.”

Há três anos, a colunista Theresa Osborne se divorciou do marido após ter sido traída por ele. Desde então, não acredita no amor e não se envolveu seriamente com ninguém. Convencida pela chefe de que precisa de um tempo para si, resolve passar férias em Cape Cod. Durante a semana de folga, depois de terminar sua corrida matinal na praia, Theresa encontra uma garrafa arrolhada com uma folha de papel enrolada dentro.

Ao abri-la, descobre uma mensagem que começa assim: “Minha adorada Catherine, sinto a sua falta, querida, como sempre, mas hoje está sendo especialmente difícil porque o oceano tem cantado para mim, e a canção é a da nossa vida juntos.”

Comovida pelo texto apaixonado, Theresa decide encontrar seu misterioso autor, que assina apenas “Garrett”. Após uma incansável busca, durante a qual descobre novas cartas que mexem cada vez mais com seus sentimentos, Theresa vai procurá-lo em uma cidade litorânea da Carolina do Norte. Quando o conhece, ela descobre que há três anos Garrett chora por seu amor perdido, mas também percebe que ele pode estar pronto para se entregar a uma nova história. E, para sua própria surpresa, ela também.

Unidos pelo acaso, Theresa e Garrett estão prestes a viver uma história comovente que reflete nossa profunda esperança de encontrar alguém e sermos felizes para sempre.

Ler Nicholas Sparks é sempre um desafio para mim, eu me interesso pela historia da maioria dos livros do autor, porem sempre fico com receio de ler os livros. Não foi diferente com Uma carta de amor e acho que a unica coisa que realmente me impulsionou a ler o livro é por essa temática envolvendo cartas. 

A premissa do livro é muito boa e a forma como o autor começou a historia também segue um ritmo muito bom, já nós dando a chance de conhecer uma personagem interessante como a Theresa. Theresa é uma mulher comum, não pense que vai ter algo extraordinário na personagem que vai te chamar a atenção, o que chama a atenção nela é exatamente a "normalidade". Uma mulher divorciada que trabalha, cuida da casa e do filho. O tipo de mulher que você encontra sempre, nada de extraordinário.

Eu gostei da forma como o Nicholas Sparks escolheu as características de Theresa e trabalhou muito bem como essa "normalidade", não deixando que ela se tornasse um personagem menos interessante por não ter nada de extraordinário. O extraordinário da personagem é exatamente ser uma mulher que te lembre mulheres reais.

Já com Garrett o caso é diferente, ele pode parecer de inicio um personagem interessante e romântico, alguém que mesmo após anos ainda escreve cartas a alguém que ama e as joga ao mar, mas na verdade o personagem não conseguiu me conquistar em nada. Ele pode ser até romântico e carinhoso, mas tudo que consegui ver nele era alguém ranzinza que não parecia ter vontade de seguir em frente.

A leitura é rápida, porem mesmo assim alguns momentos foi bem cansativa e passou arrastada. Nicholas Sparks escreve de forma simples, uma narrativa gostosa e que só teve momentos cansativos por causa do Garrett que foi mesmo um personagem que não conquistou em momento algum.

Outro ponto a destacar que me incomodou muito na leitura, e que no geral me incomoda nos livros do autor, é o final. Não me incomodo com os acontecimentos finais, mas sim como tudo acontece tão rápido, transmite a sensação de que de repente ele percebeu que tinha quinze paginas e precisava jogar o final da historia ali, e quando me refiro a jogar me refiro a jogar mesmo, apenas soltar um final.

Este livro só não se tornou uma leitura ruim por causa de Theresa, diria que a personagem carregou o livro nas costas. Risos.


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19/07/2014

Especial Harry Potter + Sorteio

Acho que todo leitor tem um livro ou uma serie que é especial. Para mim é Harry Potter. E como essa semana fez 3 anos do lançamento do ultimo filme eu resolvi gravar um vídeo falando sobre o assunto e fazer um sorteio super especial para vocês, para saber mais assista o vídeo.



Regras Gerais 
• Ter um endereço de entrega no Brasil. 
• Seguir as regras do formulário. 
• O sorteio termina no dia 19 de agosto e o resultado sai nesse mesmo post. 

Esteja ciente: 
1) A primeira opção do formulário é livre, não precisa seguir o blog em nenhuma rede social para participar, só informar o e-mail. 
2) Cada opção do formulário é única, não precisa seguir as outras redes sociais para validar uma opção. Só não será considerado se ganhar com uma opção e não estiver seguindo ela. 
3) Depois que o resultado for divulgado, o ganhador terá até 02 (dois) dias para responder ao e-mail com os dados solicitados. Caso contrário, outro sorteio será realizado no terceiro dia após a divulgação do primeiro resultado. 
4) O premio será enviado dentro de 30 a 60 dias. 
5) O premio será enviado somente uma vez, caso volte o ganhador perde o direito ao premio. 
6) Não nos responsabilizamos por extravios ou danos causados pelo correio. 

FORMULÁRIO

a Rafflecopter giveaway


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14/07/2014

Resenha: O começo de tudo

Título: O começo de tudo. 
Autor(a): Robyn Schneider. 
Páginas: 288. 
Editora: Novo Conceito. 
Onde Comprar: Compare os preços
Classificação: ★★★★

Dos livros que me aguardam para serem lidos e resenhados na estante, O começo de tudo era o mais curto. Sim, este foi o fútil motivo que me levou a escolhê-lo primeiro. Julguem, já estou envergonhada disso... Mas nem um pouco arrependida! Uma capa amarela, letras gritantes em azul, e todo um clima "barulhento" que mal me deixou perceber a montanha-russa ao fundo, o livro que eu li em "duas pegadas". 

Ezra, o narrador, é um "menino de ouro": campeão de tênis, popular no colégio, líder disso e daquilo... Mas sua narativa não começa com seus êxitos, eles são apenas um trecho importante da história, Ezra começa compartilhando com x leitorx sua amarga visão de que "todxs temos uma tragédia". Ele nos fala de sua amizade com Toby e conta a tragédia do amigo quando, comemorando seu aniversário de 12 anos na Disney, teve a cabeça do garoto sentado à sua frente na montanha-russa decepada. É verdade, foi a cabeça de um garoto desconhecido, e nem teria sido tão horrível para Ezra ou Toby, o fato é que a cabeça decepada foi parar justamente nas mãos de Toby. E assim Toby se tornou "aquele cara que segurou a cabeça decepada na Disney". A amizade dos dois esfriou um pouco depois disso, e a significação da montanha-russa na capa - pra mim - só esquentou. 

"Somos levados a acreditar em pessoas inteiramente imaginárias [...] Mas a questão não é se a gente acredita ou não nelas; a questão é se queremos isso ou não."

Em inglês usa-se muito o "roller coaster" na expressão "montanha-russa de emoções", pra se dizer que temos altos e baixos na vida, que as coisas mudam, etc, etc.. E é também nesse sentido que a ilustração da capa se apresenta: a vida do nosso "garoto de ouro" muda após seu acidente de carro. Com o joelho destruído, ele não pode mais jogar tênis - e nunca mais poderá. Internado no hospital e de cama durante todas as férias, Ezra questiona a atitude dos seus "amigos" que nunca o visitam, e isso é só uma introdução... 

No primeiro dia de aula pós-acidente, ele conhece Cassidy Thorpe. E por mais que uma das críticas na contra capa prometa que "as garotas de todos os lugares ficarão loucamente, profundamente, desesperadamente apaixonadas por Ezra Faulkner", acredite: é por Cassidy que você vai se apaixonar. Ezra é um garoto bem-sucedido em tudo, apenas; mas Cassidy é uma imprevisível, uma sonhadora, uma louca figura que se manifesta em espontaneidade. E são os mistérios dela que te convencerão a ler o livro. 

Adorei a forma como Robyn Schneider consegue fazer ridículo de tudo aquilo que os mais fúteis da nossa geração exaltam. Entre os alvos de crítica, a autora zomba de Edward Cullen, das festas de ensino médio, de Katy Perry e Beyoncé! A leitura é um tapa, e finalizá-la é um soco no estômago. Leitorxs que alguma vez já sentiram uma revolta existencial, uma crise com o mundo exterior focado em superficialidade, materialismo e competições de "status" ADORARÃO tomar essas pancadas. Referências hilárias, informações impressionantes (como gírias em alemão e obras da literatura clássica) com certeza conquistarão x leitorx mais curiosx e inquietx. Ela foi fantástica em nos mostrar que "os nerds" são mais legais, que todo esse mundo frívolo perde a cor diante das cores que o conhecimento acrescenta à nossa visão. 

"[...] folheamos um livro sobre Bansky, esse grafiteiro subversivo do qual nunca ouvira falar. - Adoro mesmo é ele ter feito um monte de dinheiro falso e jogado em cima de uma multidão - Cassidy disse, com os olhos brilhantes e animados. - As pessoas acharam que era de verdade e tentaram usá-lo nas lojas, e ficaram furiosas quando descobriram que era falso. Mas, agora, essas notas valem um fortuna no eBay. É ao mesmo tempo real e não real, sabe? Não valem nada como dinheiro, mas valem como arte." 

É inevitável, pra mim, me ver em algum personagem, dessa vez fui Ezra: sua mania de reflexão, seu questionamento de si mesmo, suas observações do mundo ao redor, sua forma desajeitada de tentar se encontrar trouxeram de volta à lembrança o meu eu de quando tinha 15 anos. Um Ezra que reflete muito de mim em seus conflitos interiores. Uma Cassidy que de repente parece perfeita e logo em seguida se transforma em uma frustração. Um Toby que é - de novo - o melhor amigo que nunca deixou de ser. Um bando de amigos que são "os estranhos", "os deslocados", "os nerds"... "Os melhores"! Uma leitura que é mesmo uma montanha-russa de sensações. E um final que é uma cabeça decapitada no seu colo, em seu aniversário de 12 anos. O livro só perdeu uma estrela por sua tradução, precisei entender alguns trocadilhos imaginando a escrita original em inglês e alguns traços de ambiguidade claramente não existiriam na língua original.


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A primeira vez que ouvi minha banda favorita

Sou uma pessoa de fases. Bem mais fases que a lua. Sou o tipo de pessoa que adora viver o aqui e o agora e meia hora depois querer tudo diferente. Sou assim com o meu cabelo, sou assim com meu curso na faculdade e sou assim com musica. 

Mas mesmo nessa minha vida cheia de inconstâncias tem algumas coisas que permanecem contantes, uma dessas coisas é meu amor por Legião Urbana. Acho que eu poderia dizer que é uma das poucas bandas a qual sou fiel, todos os dias desde sempre eu escuto uma musica deles. Acho que meu dia fica mais bonito com a voz do Renato Russo. 

Legião urbana surgiu em meados de 1982 poucos meses após uma discussão de Renato Russo com sua antiga banda, Aborto Elétrico, e é até hoje considerada uma das melhores bandas de rock nacional e uma das bandas que mais vendeu discos. Mas quem é que não sabe disso? Risos.

Eu estou enrolando e divagando por que eu realmente não sei responder quando foi que escutei minha banda favorita pela primeira vez, foi tão absurdo quando tentei responder essa pergunta e não consegui chegar a resposta nenhuma. Eu só consegui pensar: Como é que eu não sei quando escutei? É algo que marcou tanto a minha vida que eu deveria lembrar... Mas ai eu percebi, não importa quando eu escutei a banda pela primeira vez, o que realmente importa é em quantas outras primeiras vezes da minha vida Legião Urbana esteve comigo.

A primeira vez que parei para refletir sobre politica tive a voz do Renato Russo cantando: "Que país é esse?" comigo.

Na primeira vez que parei para observar que não queria a mesma coisa que as outras pessoas em determinada época da minha vida tive Legião comigo novamente tocando: "Temos nosso próprio tempo." 



No dia em que questionei a minha orientação sexual pela primeira vez também tive o abraço carinhoso dessa banda ao som de: "Gosto de São Francisco e São Sebastião, E eu gosto de meninos e meninas." 

No dia em que me perguntei se poderia ser feliz com alguém muito diferente eu tive "Eduardo e Mônica eram nada parecidos..." para me dar esperanças.

E foi ai que eu percebi que não precisava lembrar da primeira vez que ouvi Legião Urbana, só precisava continuar guardando a lembrança das primeiras vezes que as musicas deles foram meu maior amigo.

Agora que tal escutar as musicas citadas nesse post? É só clicar em play.


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Gostou? Não deixa de comentar e me contar qual a sua banda favorita e suas historias com ela.

Fonte: As imagens foram encontradas no google, se souber de quem é avise!


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